Medidas da CAIXA impulsionam mercado imobiliário

Publicado em 27/09/2018

O mercado imobiliário reagiu de forma positiva ao anúncio da CAIXA de redução de até 0,75 p.p. nas taxas de juros do crédito imobiliário para aquisição de imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). Segundo o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), José Viana, a medida deve estimular o mutuário a assinar novos contratos de financiamento. “Esta notícia vem num momento muito importante porque faz com que as pessoas se entusiasmem em assinar um contrato de longo prazo, como é o caso do financiamento imobiliário.”

As novas taxas de juros da CAIXA para o SFI passaram a valer no dia 24 de setembro. A taxa mínima será de 8,75% e a máxima de 10,25% ao ano, para aquisição de imóvel novo, usado, aquisição de terreno ou ainda construção em terreno próprio. O financiamento é destinado aos imóveis de até R$ 1,5 milhão. Segundo Viana, a medida também deve gerar um aumento da confiança na política econômica e se soma a uma série de estímulos que a CAIXA vem realizando neste ano para incentivar a retomada do mercado da construção.

O anúncio da semana passada foi a quarta redução de juros da CAIXA para o setor em 2018. Em abril, o banco diminuiu a taxa em até 1,25 p.p. para operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Em julho, reduziu, em média, de 1 a 2 pontos percentuais ao ano as taxas para pessoa jurídica. Em agosto, promoveu mais uma redução de até 0,5 p.p. das taxas para operações com recursos do SBPE. Além disso, o limite de cota de financiamento de imóveis usados para pessoa física subiu de 70% para 80%. Outro incentivo foi a retomada do financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%.

 

A expectativa do presidente do Cofeci com a redução nas taxas de juros do crédito imobiliário é a geração de novas vagas de emprego. “Quando você vende um imóvel, todos os segmentos da indústria são movimentados: cimento, a metalúrgica, a de móveis, pintura. Também favorece o trabalho de arquitetos, engenheiros e decoradores”, afirma.  “A partir do momento em que você constitui um condomínio, você gera emprego para seguranças, porteiros, faxineiros, zeladores e evidentemente. Isso tudo traz aquecimento da economia.”

Aumento de vendas
Tomando o mercado imobiliário do estado São Paulo como um termômetro do setor, a mais recente Pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi/SP) mostrou, em julho, a comercialização de 1.542 unidades residenciais novas. Houve aumento de 24,6%, em relação às 1.238 unidades vendidas em julho de 2017. Considerando o acumulado de 12 meses, entre agosto de 2017 e julho de 2018, as vendas tiveram uma alta de 62,4% e somaram 28.046 unidades – bem acima dos 17.274 imóveis de agosto de 2016 até julho de 2017

Na avaliação do presidente do Secovi/SP, Flávio Amary, os indicadores de 2018 apresentam uma melhora pequena em relação aos anos anteriores, mas já se trata de um quadro de recuperação do setor. “A retomada tem se mostrado, não só na cidade de São Paulo, como em várias outras cidades do interior paulista e capitais também do Brasil”, explica.  “A gente vê uma movimentação positiva nas vendas, em alguns casos até inclusive maiores do que os próprios lançamentos, mostrando até uma diminuição no estoque, além da cidade de São Paulo e de outras regiões do país.”.

Para Amary, a redução de juros do crédito imobiliário definida pela CAIXA é mais uma atitude a favor do consumidor, do mercado, do fomento da economia e da geração de emprego. “O mercado tem percebido a demonstração da Caixa Econômica em fomentar o mercado com várias ações, e não apenas esta mais recente de corte de juros. Há um constante interesse em buscar esse incentivo ao mercado, proporcionando a criação de emprego, o aumento da renda e com isso facilitar o acesso à moradia da população brasileira em todas as faixas de renda.”

Fonte: http://www20.caixa.gov.br

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