Mercado imobiliário prevê recuperação em 2019

Publicado em 08/10/2018

A crise econômica que atingiu o Brasil nos últimos anos prejudicou o andamento do mercado imobiliário e acabou despertando um certo pessimismo por parte dos empresários. Porém, no primeiro semestre de 2018, o setor apontou alguns indícios de melhora e começou a mudar gradativamente. Um dos fatores que contribuíram para isso foi a redução da taxa dos juros Selic para 6,5%. A Caixa também anunciou, depois da queda da Selic, diminuição nos juros dos financiamentos de imóveis. Além disso, a inflação está controlada em 2,8% ao ano e o PIB tende a crescer 2%. Com a retomada gradual da economia e uma ainda tímida estabilização financeira, o mercado imobiliário respira, possibilitando que novas negociações sejam realizadas.

De acordo com especialistas do setor, nos últimos quatro ou cinco anos, o mercado imobiliário estava com taxas de juros elevadas, com a Selic chegando a quase 14,5% ao ano. Isso comprometeu as linhas de crédito imobiliário e desestimulou a ação de clientes investidores em imóveis, que optaram pelo mercado financeiro. Mas, agora, estamos no período de recuperação, com menores taxas de juros e preços de imóveis bastantes competitivos. De certa forma, é o que tem motivado a compra. Os investidores do mercado financeiro migraram para o imobiliário pela baixa nos valores e pela segurança que o ativo imóvel representa.

Para empresário do setor imobiliário, as probabilidades para o ano como um todo são positivas. Estávamos com uma tendência dos juros caindo, o governo estava apostando e injetando recursos no programa Minha casa, minha vida. A expectativa positiva no início do ano permanece neste segundo semestre.

As perspectivas positivas para o mercado de imóveis possibilitam que sejam realizados bons investimentos na compra e na locação. Houve um aumento gradual na locação e nas vendas. Uma recuperação da locação, principalmente nos empreendimentos residenciais. Os valores estabilizaram. A redução da taxa de juros para financiamento impactou o setor, pontua Reinaldo Branco. A redução da taxa de juros estimula crescimento na busca de linhas de financiamento imobiliário. Em relação ao mesmo período do ano passado, as vendas tiveram um melhor desempenho, apesar da instabilidade econômica do país. Foi bem melhor que no ano passado, estamos com estoque de imóveis com valores bem abaixo dos praticados anos atrás. Tivemos crescimento no volume geral de vendas (VGV) de, aproximadamente, 5% a mais que em 2017. São valores ainda um pouco tímidos em relação ao potencial que esperávamos. Mas entendemos que, este ano, ainda vivemos uma instabilidade na nossa economia, e isso realmente respinga no mercado imobiliário.

A incerteza eleitoral, a mudança do cenário externo, o baixo ritmo de recuperação da atividade econômica e a greve dos caminhoneiros e as suas consequências geram incertezas nas projeções de novos investimentos para os próximos meses. O grande impacto, no semestre passado, foi a greve dos caminheiros, que abalou bastante todo o mercado. Foi um fator imprevisível, fazendo com que um mercado positivo, infelizmente, tivesse uma queda brusca. A greve acabou impactando o mercado como um todo e afetou também o imobiliário. Para 2019, com o novo presidente definido e sem um vislumbre de novos fatores negativos, como mais uma greve dos caminhoneiros, o mercado prevê voltar a crescer.

Fonte: http://www.jornaldenavegantes.com.br

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