4 passos para adquirir sua casa própria

Publicado em 02/10/2019

Conseguir a casa própria está entre os principais objetivos dos brasileiros. Independentemente da data é importante se planejar e seguir alguns passos para conquistar o sonhado lar.

Para concretizar o seu sonho, saiba é importante se atentar a cada detalhe que possa atrapalhar na sua conquista. Afinal, mesmo que indesejado, imprevistos podem ser mais frequentes do que você imagina.

Com tudo isso em mente, é hora de colocar os blocos no lugar e, dessa forma, construir a estrada que vai de rumo ao seu lar.

Pode parecer irreal, mas quando se trata da compra de uma residência, é muito provável que esse será o maior investimento que você irá fazer na sua vida. Por isso, é essencial acertar tudo de primeira. E a quarta dica será fundamental para isso.

1. Colocando a situação financeira e documentação em dia

Ter uma pontuação boa em seu score é algo essencial para conseguir crédito e adquirir o seu imóvel. Quanto maior for a sua pontuação, menor serão as taxas de juros oferecidos pelas instituições financeiras.

Além disso, vale lembrar que quando se trata de financiamento imobiliário, todo 0,5% de taxas pode representar muito dinheiro pela duração do empréstimo. Com tudo isso em mente, não se esqueça de pegar uma comprovação de renda e resolva todas as suas pendências com dívidas, sejam elas quais for.

Antes de conseguir a quantia que pode pagar, seja um pré aprovado

Caso você não seja muito adepto à pesquisas, é bom se acostumar. Simulações de empréstimos deverão fazer parte da sua rotina. É importante realizar essas tarefas antes mesmo de encontrar um corretor. Já que você nunca pode arcar com uma dívida que não pode pagar.

Quando se tem um crédito pré aprovado, as burocracias são menores na hora de pegar o seu empréstimo, o que diminui as chances da venda dar errado. Outro ponto importante é não confundir aprovação com qualificação. Por mais que os termos se pareçam, existem algumas diferenças entre eles.

  • Pré Aprovado: Quando a instituição financeira, após analisar o seu pedido, está preparada para liberar o empréstimo ao cliente.
  • Qualificado: Este termo significa que a instituição ainda está estipulando um valor que pode ser emprestado ao cliente, ou seja, não oferece garantia que haverá empréstimo.

É hora de pesquisar o financiamento

Você deve estar se perguntando, por que fazer financiamento antes da casa? Bom, existe um excelente benefício para isso. Essa tática permitirá que você saiba a quantia exata que pode financiar antes de comprar a casa.

Não é difícil encontrar uma casa que nos deixe apaixonado, não é mesmo? Caso você caia nessa situação, é bem provável que fique atrás de um financiamento que cubra o valor da mesma. Por isso, encontrá-lo antes da casa será algo que adiantará alguns passos e te deixará ciente se a casa cabe no seu orçamento ou não.

Também é importante refletir sobre o tipo de entrada que você pode oferecer. Este item deve fazer parte do cálculo do financiamento. Mesmo que não exista a necessidade de saber os valores durante a pesquisa, é importante ter pelo menos uma ideia em mente.

Outro fator que merece a sua atenção é entender quais são os critérios de qualificação usados pelo banco. Geralmente eles tem preferência em situações onde as prestações sejam menores que 30% da renda bruta do cliente.

Caso qualifique, procure programas para compradores de primeira viagem

Estes programas são oferecidos por iniciativas governamentais e, por isso, possuem um pedido menor para entrada. Em alguns casos também é possível usar o FGTS sem penalidade alguma. Vale a pena consultar o gerente do banco ou corretor sobre essa opção.

2. Chegou a hora de procurar a sua casa

O primeiro passo para encontrar a casa ideal para você é achar um bom corretor. Existem algumas características que são fundamentais em um bom corretor. Ele deve ser confiável, amigável e qualificado.

O valor da comissão e métodos do corretor devem ser explicados com bastante clareza. É importante encontrar profissionais que morem em sua região e que trabalhe apenas como corretor. De qualquer forma, busque identificar as suas características e avalie se ele é um bom profissional.

Corretores costumam trabalhar para vendedores, mas vale lembrar que isso não é necessariamente algo ruim. A conexão entre pessoas é o principal objetivo desses profissionais, afinal, eles são os responsáveis por fazer a ponte entre o vendedor e consumidor.

Quando encontrar o seu corretor, explique com detalhes as características que você deseja na sua casa, expondo a quantidade esperada de quartos, banheiros e afins.

Um serviço online pode te ajudar bastante

Ter um serviço que alerta o surgimento de novas propriedades pode te ajudar bastante. Através dele também é possível checar o preço médio praticado em sua região.

Enquanto não houver fechamento de negociação, o corretor de imóveis não lucra nada pelo serviço oferecido, por isso, caso não planeje comprar a casa, não fique irritado com o corretor.

Mais importante que ter uma casa, é encontrar uma que caiba no seu orçamento

Em relação a esse assunto, é importante que o corretor faça esse trabalho para você, mas é essencial que ele tenha consciência sobre o seu orçamento atual. Existe uma regra que pode te ajudar bastante, que é ver somente casas onde o preço é 2,5 vezes a sua renda anual.

Para exemplificar melhor, aqueles que possuem uma renda anual de R$ 48.000 possivelmente irá conseguir arcar com uma casa no valor de R$ 120.000, dependendo dos hábitos financeiros da pessoa. Os financiamentos online serão uma excelente mão na roda para colocar os números no papel.

Comece a pensar no que você deseja na sua casa

Lembre-se de que todo detalhe é fundamental para atingir a perfeição. Existe alguns pontos para considerar.

Além das possíveis necessidades, como filhos, futuramente, é importante levar em conta quais são as suas prioridades. Quando compramos um casa, não adquirimos só ela, mas a vizinhança, pontos comerciais próximos, escolas, quintais e afins.

No entanto, caso o seu emprego tenha uma boa estabilidade e receba aumentos com frequência, é possível financiar uma casa mais cara, contudo, nunca fora do seu orçamento.

Escolhendo a localização ideal para morar

Nunca se esqueça de checar os imóveis que estão por perto. Geralmente, alguns bairros possuem um jornal próprio, o que é um excelente método para fazer as suas pesquisas. Os moradores também são uma excelente fonte de pesquisa.

É muito importante checar as condições que vão além da casa, afinal, há muita coisa que vem junto com aquisição, que infelizmente, não podemos ver.

A localização da casa possui um papel fundamental no valor da mesma, por isso, é essencial checar se o bairro é o ideal para você.

Não se esqueça de visitar as casas que estão em exposição

Visitar casas em exposição te darão uma ideia sobre o padrão que o bairro segue. Pode parecer loucura, mas ir até a casa que você deseja várias vezes no dia irá permitir que você avalie condições externas, como trânsito, níveis de barulhos e outras atividades. Lembre-se de que a sua paz é algo que deve reinar no seu futuro lar.

Ficou inseguro com o preço? Busque um avaliador local para visitar casas parecidas na redondeza. Quando esses profissionais avaliam uma casa, eles buscam por semelhanças entre elas, já que casas na mesma região costumam possuir as mesmas características.

A casa que te chamou mais a atenção é mais cara que as outras? Nesse tipo de situação, o avaliador irá buscar por casas na mesma região com os mesmos aspectos em outros locais.

Outra dica que pode seguir é não comprar a casa mais cara do bairro, já que o banco pode negar a sua proposta visto que não verá uma valorização real no preço.

3. Como fazer a oferta

Adaptar a sua oferta de acordo com as circunstâncias do vendedor é uma excelente maneira de abaixar os custos. Mesmo que não seja uma tarefa fácil, é importante tentar, já que essa compra se trata do maior investimento da sua vida. Para aumentar as suas chances de sucesso, algumas dicas são fundamentais. Confira:

  • Em situações onde o vendedor está aflito atrás do dinheiro fica mais fácil fazer uma oferta com um valor inferior ao pedido;
  • Casas que estão há mais tempo à venda normalmente possuem um valor abaixo da média;

Procure por casas similares antes de fazer a sua oferta

Também é viável buscar por casas na região que começam com o preço anunciado. Esta tática é ideal para saber por quanto elas acabam sendo vendidas. Caso as residências do bairro possuam a média de venda de 5% abaixo do valor pedido, você pode realizar uma proposta até 10% abaixo do valor anunciado.

Não se esqueça das futuras despesas com o imóvel

É sempre bom calcular uma média dos impostos e seguros da região ao valor médio da casa. Não se esqueça também de somar as tarifas bancárias e comissões. Geralmente elas variam de 3% a 6% do preço do seu financiamento.

Você pode fazer isso através dos simuladores ou online, ou se preferir, também pode criar uma planilha pessoal. Caso esses números estejam acima de 30% da sua renda mensal, pode ficar mais difícil fazer um empréstimo.

Caso você esteja pensando em vender a sua casa atual para comprar uma nova, é melhor fazer isso antes, já que vendedores não costumam ver essa situação com bons olhos.

Ainda sobre a sua proposta, em alguns casos, é possível que haja muitas pessoas competindo para comprar a mesma casa, por isso, é bom estar preparado para ofertar uma valor acima do esperado. Se você gostou muito de uma casa, é legal reavaliar essa opção.

Pensou em uma proposta formal? Fale com o seu corretor

Mesmo que haja algumas divergências dependendo da região onde você se encontra, esse costuma ser o padrão quando o assunto se trata da comercialização de casas. Envie uma oferta a imobiliária que ela irá repassá-la ao vendedor. A partir disso, ela irá decidir se recusa ou se aceita a proposta.

Não se esqueça de incluir uma garantia na hora de enviar a oferta. Quando tudo estiver formalizado, você estará comprometido a comprar a casa ou desperdiçar o seu depósito, a não ser que o financiamento seja reprovado. No decorrer dessa situação, que pode durar de 30 a 90 dias, a instituição financeira autoriza a liberação do dinheiro e fecha a transação.

4. Chegou a hora de fechar o negócio!

É essencial estipular a quantidade que você precisa oferecer de entrada. Isso estabelece o seu direito de propriedade sobre um imóvel. Também se trata do dinheiro que você não vai precisar pagar juros. Dependendo da quantia de entrada, no caso, se ela maior, menos você vai precisar financiar.

O indicado é que se ofereça 10-20% da quantia avaliada, já que o preço da avaliação pode ser superior ou inferior do valor da venda. Caso tenha R$ 30 mil para dar entrada, você pode usá-lo para adquirir uma casa entre R$ 300 mil – 10% de entrada – ou R$ 150 mil – 20% de entrada.

Quando se trata de uma entrada menor, é comum que ela exija a realização de um seguro, o que consequentemente pode aumentar a mensalidade, mas vale lembrar que em algumas situações, ele pode ser deduzido do imposto de renda.

Em circunstâncias onde não é possível entregar o valor exigido de entrada, mas tem um bom score,  você pode encontrar outras opções. Você pode fazer mais um financiamento, mas os juros serão diferentes.

Não se esqueça de fazer uma inspeção no imóvel

O bom funcionamento dos sistemas da casa, como a eletricidade, encanamento e afins são fundamentais para a sua casa, por isso, solicite relatórios sobre o bom funcionamento desses itens.

O prazo médio para fazer esses procedimentos são de 7 a 10 dias. Peça para que o seu corretor explique o funcionamento deste processo logo quando for assinar o contrato de venda. É comum que uma inspeção custe de R$ 150 a R$ 500.

Você pode usar o resultado para negociar um preço mais em conta, no entanto, não a menciona no contrato. Caso a financeira peça uma cópia do documento, é possível que o valor do empréstimo seja menor.

Percebeu que o vendedor está impedindo você de fazer a inspeção? Então é bem provável que a casa esteja com algum defeito. Ao notar que está nessa situação, fuja dela!

Valor de garantia

Esse processo costuma ser conduzido pela imobiliária e, por isso, abrange a assinatura relacionadas a casa e a imobiliária. Essa papelada inclui a escritura que prova quem é o novo dono da casa, além de emitir as certidões que comprovam que outras não há outras pessoas com interesses jurídicos no domicílio.

Quando ainda há algum problema em relação à casa, é importante deixar o dinheiro separado e esperar tudo ficar correto. Não liberar o dinheiro é um ótimo incentivo para o vendedor resolver tudo para receber a quantia.

Você também pode contratar um advogado para checar toda documentação final.

Antes de iniciar o seu processo de compra, lembre-se que é fundamental ter um dinheiro guardado para comprar a sua casa própria. Mesmo ganhando pouco, é possível economizar. 

Fonte: https://www.foregon.com

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