11 Projetos com pergolado para se inspirar

Com visual interessante, eles estão longe de ser meros detalhes arquitetônicos, podendo ajudar no controle da incidência de luz natural e como suporte para construções Geralmente feitos de madeira, os pergolados são ótima opção para controlar a incidência da luz natural, criar coberturas abertas em jardins e ainda servir como suporte para o teto e até para as paredes de uma construção. Dentro ou fora de casa, inspire-se com os projetos abaixo.

1. Desenvolvido pelo escritório Triart Arquitetura, o projeto da área de lazer desta casa buscou inspiração em Mykonos, na Grécia, onde o branco domina a paisagemarquitetônica. Apesar de ser muito comum no Nordeste, o teto de biriba recebeu a cor para ganhar os ares da Península Balcânica. Os móveis também possuem variedades do mesmo tom, que é refrescado pelo verde ao redor e aquecido pela madeira da mesa e do piso.“O maior desafio foi tentar alinhar uma decoração que fugisse de São Paulo, mas não ficasse com tanta cara de casa na praia. A solução foi deixar a madeira, que já tem esse aspecto rústico, apenas no chão e apostar no branco. O resultado foi algo mais contemporâneo.”, afirma a arquiteta Kika Mattos, sócia do escritório.

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O destaque da área gourmet é o teto de biriba pintado de branco. A madeira retorcida traz iluminação aconchegante (Foto: Divulgação)

2.Ladrilhos hidráulicos e esquadrias fazem a transição entre o interior e o jardim interno, nesta casa reformada por Anna Juni, Enk te Winkel e Gustavo Delonero, o trio à frente do Vão Arquitetura. A pérgola de elementos vazados feitos à mão banha o verde e faz jogos de luz e sombra no interior da casa, criando uma textura nas paredes brancas. Dali, a claridade incide em diferentes contrastes na sala de estar e na cozinha, formando uma estratégia de decoração para lá de natural.

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A casa térrea tem 265 m² e três quartos, mas tudo converge para o jardim interno. “Não é apenas um espaço contemplativo, tem som, tem movimento e o cheiro que perfuma a casa”, diz a moradora Celi, que escolheu cada muda plantada ali. Dracena, licuala, palmito e lírio-do-amazonas estão entre as espécies cultivadas na área. Cadeira de Roque Frizzo na Saccaro (Foto: Victor Affaro/Editora Globo)

3. Projetado pelo paisagista Gilberto Elkis, esse jardim ganhou o pergolado sobre a área gourmet, que fica aberta para a piscina. Feito de cumaru, a estrutura é coberta por persianas, que ajudam a dosar a luz sobre uma região de descanso. Para fazer coro ao resto da paisagem um jardim vertical foi instalado na parte de trás, onde prevalecem as samambaias. Segundo o profissional o clima é “tropical exótico”.

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O jardim vertical com samambaias traz vida ao pergolado com estrutura de cumaru, piso de mármore travertino e e telhado de vidro, além de persianas da Shadow no teto para dosar a luz. Mobiliário da Franccino Giardini (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)

4. O paisagista Mauricio Prada aproveitou o espaço entre o muro e a casa para criar a área gourmet. Ali, sobre um piso de cumaru, a pérgola é formada pela mesma madeira e fica suspensa entre as paredes. Os pontos de verde ficam em canteiros espalhados pelo deque e na trepadeira jade, que refresca e mesa e a churrasqueira.

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Toda a área dos fundos do terreno foi revestida com deque de cumaru. A área da churrasqueira ganhou uma treliça da mesma madeira, onde cresce uma trepadeira jade. As espreguiçadeiras são da Conceito Firma Casa (Foto: Edu Castello / Editora Globo)

5. Nem só de jardins vivem os pergolados. Nesta casa reformada pela arquiteta Ana Yoshida, a estrutura foi usada como forma de apoio entre duas vigas, uma fixa da construção e outra falsa. Dessa forma, as hastes passam pelo living e pelo hall de entrada, ajudando a delimitar os espaços de cada cômodo em uma planta conectada.

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A marcenaria do apê, de nogueira, foi criada pela arquiteta e executada pela Madeirart. Pufes Max Ponto, da Saccaro D&D. No teto, o pergolado criado para disfarçar a viga da área social (Foto: Sidney Doll/Divulgação)

6. Recheado com espécies da Mata Atlântica, esse jardim arquitetado pela paisagista Anna Luiza Rothier, tem o espaço gourmet coberto por palhinha. Na verdade, a fibra natural fica sobre os painéis de vidro, que protegem a região em dias de chuva. Além de dar charme e o tom praiano, ela também controla a entrada de luz no ambiente.

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O espaço gourmet da área externa recebeu um forro de palhinha sob a cobertura de vidro, para suavizar o calor do sol (Foto: Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação)

7. Na Cidade do México, essa casa era um lugar abandonado e foi reformada pelo escritório de arquitetura Taller Paralelo. Os pergolados são espalhados por toda a construção, mas o destaque vai para o banheirominimalista revestido por mármore. Sob um painel de vidro, as ripas de madeira foram instaladas, para controlar a entrada da luz sobre a banheira. Para garantir a privacidade e contato com o exterior durante banhos relaxante, o cômodo fica um nível abaixo na superfície terrestre e plantas altas foram instaladas do lado de fora, formando um cerca-viva.

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No banheiro, um pergolado fica abaixo do teto e janela de vidro, projetando sombras horizontais sobre a banheira (Foto: Rafael Gamo/ Reprodução)


8. Nesta casa de fazenda, a rusticidade reina da estrutura arquitetônica aos móveis de retrô e cores queimadas. Do lado de fora, a estrutura do pergolado é nua, composta pelas ripas de madeira e coberta por parreiras. O local funciona como transição da área de refeições com churrasqueira e fogão à lenha para o amplo jardim. Reformaassinada por Cristina Chaves e seu pai, o arquiteto Gilberbet Chaves.

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No exterior, a área de refeições traz uma longa mesa de madeira de demolição. Churrasqueira, forno de pizza e fogão a lenha ficam de um lado e, do outro, há um aparador de jaqueira. Uma grande baiana, produzida pelo artesão Naninho, foi comprada em Prados, MG (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)
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Sob o pergolado com parreiras, Tatiana Amorim e o cão Tusk aproveitam o banco de ferro da Toque da Casa. As almofadas têm tecidos criados por Attilio Baschera e Gregorio Kramer (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)

9. No Vietnã, a missão dos profissionais do estúdio Vo Trong Nghia era refrescar a casa, localizada em Ho Chi Minh, cidade com clima quente. Para isso, plantas foram instaladas nos quatro cantos da construção de três andares. Ao invés do telhado, um pergolado oferece luz natural para o interior. A claridade corre por todos os pavimentos, que são, na verdade, mezaninos que circundam o vão central. Na parte mais alta, a madeira fica na diagonal para dar suporte e imitar o formato de uma casa tradicional.

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No topo da propriedade, ripas de madeira dão suporte ao teto transparente para inundar o ambiente com a luz do sol (Foto: Hiroyuki Oki/ Dezeen/ Reprodução)

10. Com muitas janelas, o pergolado interno de cumaru funciona como uma claraboia, otimizando a luz natural. Sem muitos móveis, o destaque fica por conta dos materiais brutos, como o concreto da escada e a madeira, compondo a maioria dos revestimentos. Projeto dos arquitetos Henrique Reinach e Mauricio Mendonça, da Reinch Mendonça.

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Cumaru, pergolado e concreto domindam a arquitetura e decoração do mezanino (Foto: Nelson Kon/Editora Globo)

11. Arquitetada por Gustavo Utrabo, do escritório Aleph Zero, essa casa possui partes pré-fabricadas de madeira, o que possibilitou a execução do projeto em apenas 14 meses. Supermoderna e ousada, ela possui vegetação na laje e no térreo, onde as plantas recebem luz por meio do vidro e de estruturas vazadasm como o pergolado, que fica acima da piscina. “Recortamos um pouco o terreno para criar o platô e fazer o térreo acessível”, conta o profissional. Por isso, a área gourmet ganhou a esturtura de cumaru, que se torna um detalhe decorativo quando vista do piso mais alto.

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A piscina revestida de pastilhas da Jatobá não é um elemento estático; tem o movimento do espelho d’água que acompanha o caminho de cimento queimado desde o portão de entrada até a casa ao fundo. Deque e pergolado de cumaru da Zanchet Madeiras. (Foto: Pedro Kok / Editora Globo)
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A escada e a passarela são da mesma tela metálica dos painéis, com 1 m de largura e pino para travar a abertura a cada 15º, que formam o gradil em torno dos volumes. Ambos executados por Carlos Augusto Stefani (Foto: Pedro Kok / Editora Globo)

Fonte: https://revistacasaejardim.globo.com