Projeto de monitoramento dos lagos de Tapajós e Trombetas terá início em fevereiro

Idealizada pela Universidade Federal do Oeste do Pará e realizada em parceria com Buriti Empreendimentos, pesquisa objetiva manter saúde destes ecossistemas hídricos.

A região amazônica é mundialmente conhecida por abrigar a maior bacia hidrográfica do planeta, destacando-se não apenas por seu rico ecossistema, mas também pela sua importância socioeconômica. É devido à relevância de conhecer e preservar essas águas que a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), localizada em Santarém, está realizando o projeto de pesquisa “Monitoramento biológico de lagos de Inundação do Baixo Tapajós e Baixo Trombetas”, em parceria com a Buriti Empreendimentos.

Com previsão de início para fevereiro, o projeto avaliará alguns lagos nas cidades de Santarém e Oriximiná em quatro períodos do ciclo hidrológico – enchente, cheia, vazante e seca. A professora da UFOPA e coordenadora do projeto, Sheyla Couceiro, explica que o monitoramento da fauna e flora destes corpos d’água irá propiciar um entendimento mais aprofundado sobre seu funcionamento natural, sua biodiversidade e os efeitos das alterações causadas pelo ser humano, gerando informações necessárias aos planos de gestão e recuperação desses e de outros ecossistemas similares.

“É de suma importância para as comunidades de Santarém e Oriximiná entender os processos ecossistêmicos desses lagos. Por exemplo, saber quando as larvas de peixes e de quais espécies estão presentes ao longo do ano interessa aos pescadores. Também vamos incluir no estudo o camarão, outra fonte de renda na região, e ainda vários outros macroinvertebrados e fito plânctons (algas), que são considerados organismos bioindicadores da qualidade das águas e alimento para algumas espécies de peixes”, esclarece a coordenadora.

Parceria certa

Sheyla ainda destaca o valor da parceria com a Buriti Empreendimentos para que a pesquisas nesses lagos seja concretizado, visto que, hoje, os recursos do governo para pesquisas estão cada vez mais escassos. “Toda contribuição às Ciências por parte do setor privado é bem-vinda e muito necessária. Fazemos Ciência Básica, que nem sempre gera um produto comercializável, mas que como o próprio nome diz, é base. Não sabemos muito como esses lagos funcionam e há muito pouco trabalho realizado na região”, afirma a docente da UFOPA.

O sócio proprietário da Buriti Empreendimentos, Sidney Penna, reitera que é prioridade para a empresa contribuir com o crescimento da região e preservar seus recursos mais preciosos: os rios. “O investimento em Santarém vai muito além da inauguração de um empreendimento. Nossa missão é realizar sonhos, e todos os aspectos que envolvem este propósito devem ser considerados. Portanto, é essencial contribuir com a Ciência para que haja manutenção da saúde desses ambientes e, consequentemente, qualidade de vida para a população”, diz. A Buriti Empreendimentos acaba de lançar em Santarém, na última quarta-feira (05), o primeiro bairro planejado da cidade, o Residencial Cidade Jardim. Sua infraestrutura completa traz redes de água e energia elétrica, sistemas de drenagem e esgoto e ruas completamente asfaltadas, além de ampla área verde e localização privilegiada, na saída para o aeroporto e para a praia de Alter do Chão.

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